Como saber se você sofre de fome oculta?

O nome engana e nada tem a ver com aquela sensação de estômago vazio inexplicável. Na realidade, a fome oculta está associada à qualidade, e não à quantidade, do que comemos. “O problema é resultado de uma alimentação pobre em vitaminas e minerais, micronutrientes necessários para manter o organismo a pleno vapor”, resume o nutrólogo Paulo Giorelli, presidente da regional do Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

O desconhecimento ameaça piorar ainda mais as coisas. Em levantamento feito pela área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril sobre os impactos da rotina moderna na busca pela vida saudável, 83% dos participantes admitiram nunca ter ouvido falar de fome oculta. E mais: 30% não têm ideia se sofrem de alguma carência alimentar. Então, quando o corpo começa a dar os primeiros sinais da deficiência, já está vulnerável a encrencas que atrapalham o dia a dia.

Conheça abaixo cinco dos sinais que podem ajudar identificar a fome oculta.

Sinal 1: Esgotamento físico

Cansaço, dificuldade de sair da cama, falta de ânimo para a prática de exercícios físicos. Sintomas assim, muitas vezes, estão associados a uma alimentação pobre em ferro. O consumo insuficiente do mineral, com o tempo, leva a fadiga e desânimo, culminando em um quadro de anemia. Atenue esse risco consumindo carne magra, folhas verde-escuras e grãos integrais. A falta de vitamina do complexo B também pode desencadear o problema. Por isso, é preciso reforçar a presença de leite, peixe, ovos e leguminosas no cardápio.

Sinal 2: Fadiga mental

O ácido fólico regula a comunicação entre os neurônios e sua escassez pode estar por trás da dificuldade de raciocínio e falta de concentração. Forrar o prato de brócolis, espinafre, agrião e rúcula, combinados com grãos, é boa estratégia para garantir mais agilidade mental.

Sinal 3: Queda de cabelo e unhas fracas

Quando faltam vitaminas A, C e E, importantes parceiras para a regeneração de tecidos, os fios enfraquecem, a pele fica áspera e as unhas, quebradiças. O betacaroteno, que dá o tom da cenoura e da abóbora, por exemplo, se transforma em vitamina A no organismo. As folhas de tom verde-escuro garantem uma longa lista de substâncias benéficas, entre elas a vitamina C. E um punhado de amêndoas é repleto de vitamina E. “Adicionar azeite a vegetais é boa pedida”, ensina a nutricionista Mariana del Bosco. Isso porque a gordura colabora no transporte e na absorção dos micronutrientes.

Sinal 4: Cãibras

Dores e contrações musculares constantes acendem o sinal amarelo para a falta de minerais. Frutas como manga e banana trazem boa quantidade de potássio. Castanha-do-pará e cereais integrais são ótimas fontes de magnésio. O cálcio, já sabemos, está em leite e derivados, além de peixes, como sardinha e salmão. “Sem se esquecer de que os minutos que ficamos ao sol fazem diferença, já que a exposição é parceira na aquisição da vitamina D e na fixação do cálcio nos ossos”, lembra Mariana.

Sinal 5: Baixa imunidade

Para melhorar as defesas, é preciso calibrar melhor a ingestão de vitamina C, presente em frutas como laranja e caju, além de tomate e brócolis. Um aporte de zinco e selênio também ajuda a manter o organismo livre de gripes e resfriados constantes. Aveia e cogumelo são ricos no primeiro mineral; castanha-do-pará, por sua vez, carrega bastante selênio.
Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia

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