Lácteos reduzem a pressão arterial e a ocorrência de doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares (cardíacas e circulatórias) são as principais causas de mortes em todos o mundo, sendo responsáveis por 17,5 milhões de óbitos em 2012.

A prevalência mundial de diabetes (principalmente do tipo 2) praticamente quadruplicou desde 1980, atingindo 422 milhões de adultos, e respondendo diretamente por 1,5 milhões de mortes em 2012. A diabetes tipo 2 é também um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Estratégias nutricionais para reduzir a ocorrência de doenças cardiovasculares incluem a redução da ingestão de gorduras saturadas. Como o leite e seus derivados são ricos em gorduras saturadas, é comum a recomendação de redução de consumo desses alimentos. Entretanto, as evidências científicas não confirmam uma associação deletéria entre o consumo de lácteos e o risco de doenças cardiovasculares. A mais recente delas, foi publicada no último dia 26 de setembro, no Nutrition Research Reviews.

Neste trabalho, pesquisadores do Reino Unido avaliaram a associação entre o consumo de leite e derivados e o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, coletivamente chamadas de doenças cardiometabólicas. Eles concluíram que o leite é um alimento complexo e contém uma série de nutrientes chave e componentes bioativos, que podem ser mecanisticamente responsáveis pela redução do risco de doenças. Não foram observadas associações deletérias entre o consumo de lácteos e a ocorrência de doenças cardiovasculares, e especialmente de diabetes tipo 2. Na verdade, os pesquisadores relataram um possível efeito benéfico do leite e derivados na prevenção dessas doenças, bem como na redução da pressão arterial promovida por peptídeos liberados durante a digestão das proteínas lácteas e pelo cálcio. Com base nisso, os pesquisadores consideram infundada a recomendação de redução de consumo de lácteos como forma de prevenir as doenças cardiometabólicas.

Fonte: Dairy food products: good or bad for cardiometabolic disease?, Nutrition Research Reviews, Published online: 26 September 2016

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